jusbrasil.com.br
25 de Fevereiro de 2020

Bom senso virou lei? Prefeitura determina que todos assentos são preferenciais

Philipe Monteiro Cardoso, Advogado
ano passado

Olá pessoal, tudo bom?

No vídeo de hoje quero comentar a recente decisão da prefeitura do Rio de Janeiro em determinar que todos os assentos de ônibus passem a ser considerados preferenciais.

A determinação faz com que o 100% de todas as cedeiras disponíveis, sejam preferenciais a idosos, gestantes e portadores de necessidades especiais.

O que você acha disso?

Lançamos nosso podcast!

Esperem temas de tecnologia, empreendedorismo, jurídico, atualidades e muito mais.

Link para o Spotify: https://goo.gl/oeLPaF

Link para Itunes Store: https://goo.gl/Zb8K8J

3 Comentários

Faça um comentário construtivo para esse documento.

Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)

Não é questão de bom senso virar lei, questão de educação.
Meus pais me ensinaram, quando entrar num ônibus, dê seu lugar aos mais velhos, mulheres com crianças de colo, grávidas, etc, etc, etc.
A educação vem do berço, se isto foi se perdendo ao longo do caminho, cria-se lei disso, lei daquilo. continuar lendo

Educação e respeito.
Precisamos fazer com que existam sob ameaças?
Essa coisa de "preferencial" tem tanto erro que por mim, nem deveria existir.
Fila preferencial então é piada. É sempre a mais comprida e a mais lenta.
Preferência quer dizer, ser atendido primeiro. Agora vc vai a um estabelecimento onde tem 20 caixas comuns e um preferencial?
Você passa a ser preferencialmente otário. Preferencial é não ficar em fila alguma. Ou então, para com isso. continuar lendo

Acho que houve extrapolação, como de costume.

Um bom exemplo são os locais que oferecem assentos para idosos com ar condicionado, como bancos. A chamada para atendimento costuma deixar os não preferenciais esperando muito.

Penso que se o lugar oferece conforto adequado, essa prioridade deve ser revista, até porque muitas vezes o idoso tem mais tempo disponível para esperar do que uma pessoa ativa no mercado de trabalho.

De todo modo, penso que nenhum lugar deveria ser destinado a prioridade nenhuma. As pessoas deveriam ter educação e ceder para quem precisa. Eu posso ser jovem, estar com dor e precisar me sentar no coletivo. Falta bom senso.

Isso tem relação com a cultura local. Morei em Curitiba e lá às pessoas cedem o lugar naturalmente. Quando não cediam, outros passageiros pediam que o jovem levantasse para o idoso ou a gestante sentar.

No Rio é tudo diferente. Sou carioca e posso falar: é uma cidade suja, mal cuidada, quente e com muita gente mal educada e malandra, mas que se acha feliz e acolhedora. continuar lendo